quinta-feira, 29 de outubro de 2015

A invenção da homofobia

                               
“Porque homem é homem
Menino é menino
Macaco é macaco
E viado é viado”
O trecho acima é de uma música do cantor nordestino Falcão.
Quem conhece o trabalho desse artista sabe de sua irreverência e veia humorística.

Falcão é o tipo do humorista que conversa rindo e se veste de um jeito engraçado.
Hoje em dia, sua música seria considerada um deboche ofensivo aos gays.

Homofobia é a palavra da moda.
Ao pé da letra (homo – igual // fobia – medo) significa apenas um medo mórbido do seu semelhante.
Hoje o significado mudou e passou a significar “agressão aos homossexuais”.

Agressão já é um crime punido de acordo com o código penal, independentemente de quem é o agredido.

Mas os homossexuais querem mais.
Querem criminalizar até a liberdade de expressão, coisa que só acontece em países governado por tiranos, tipo China ou Cuba.

A lei que trata do assunto PL 122, já entrou em votação várias vezes, mas outras tantas vezes foi tirada para incluir mudanças, e até o momento não houve consenso.

Criminalizar quem pensa e fala contra o homossexualismo é privilegiar uma minoria, em detrimento da maioria.

O homossexuais tem todo o direito de lutar pelo acham serem seus direitos: casamento, adoção de filhos, pensão, etc. mas não podem impedir quem pensa diferente.

Vivemos num país em que se faz piada sobre o governo, os políticos, a religião e tudo o que se possa imaginar, mas existindo a lei da homofobia, piadas sobre gays, travestis, passarão a ser visto como crime.

Não sou a favor de piadas ofensivas, a quem quer que seja, pois acho que o humor não precisa ser ofensivo, e quando é deixa de ser humor.
Existe uma diferença enorme entre discriminar e discordar de um estilo de vida.

O homossexuais precisam ser ouvidos, respeitados e amados, assim como todas as pessoas, nem mais nem menos.                            

Como diria o irreverente Tim Maia:

“Vale, vale tudo, só não vale dançar homem com homem, e nem mulher com mulher.”


domingo, 5 de julho de 2015

Minha incapacidade de amar

Amar quem te ama é fácil.

Amar os outros como a ti mesmo, aí já é pedir demais.

Amar quem te faz mal, quem te prejudica, quem te humilha, quem te escraviza.

Amar quem lhe deve dinheiro, quem não lhe paga, quem não te ama.

Amar quem não lhe paga o merecido, e lhe desconta o merecido.

Amar quem não te dá emprego, quen lhe tira o emprego.

Amar o que pensa diferente de você, age diferente de você.

Amar quem não te entende, quem te despreza, quem te rejeita.

Amar evitaria guerras, fome peste, pobreza.

Amar  evitaria solidão, tristeza, angústia.

Amar é algo sobrenatural, sobre-humano.

Amar é para poucos, acho que não é para mim, não sei se é para você.

Jesus amou e demonstrou o que é amar.

Jesus curou pobres que não tinham como pagar, curou ricos sem cobrar nada.

Jesus aliviou o sofrimento de todos que cruzaram seu caminho.

Jesus amou mais do que podia, mais do que devia, mais do que queria.

Quando aprendermos a amar nossos inimigos, aí então saberemos o que é o amor de verdade.

Neil deGrasse Tyson, um palhaço no picadeiro da ciência

 O astrofísico americano faz mais sucesso por causa de suas caretas do que por causa da ciência, propriamente dita.

É um defensor ferrenho do método científico como a melhor forma de explicar tudo o que existe.

Mas a pergunta mais pertinente de todas, a origem da vida, é tida por ele
como uma questão filosófica não respondida.

Tyson diz que vai abraçar a evidência não importando onde ela levar.

Ele defende o big bang como a melhor explicação para a origem do universo,indo na onda da maioria dos cientistas, mesmo sabendo que há outras teorias científicas não tão populares, que igualmente ao big bang,
não podem ser testadas em laboratório.

A melhor explicação de alguma coisa pode não ser a verdadeira, mas o método científico depende da interpretação dos cientistas, que têm a última palavra.

Tyson é agnóstico, mas o argumento para não aceitar a existência de Deus é a mesmo de muitos ateus: o mal no mundo.

Ainda que grande parte deste mal tenha sido causado por grandes descobertas da ciência, com por exemplo a divisão do átomo, culminando com as bombas atômicas.

Dentre as maravilhas do conhecimento,matar com eficiência é uma delas.
Nas palavras de Tyson “ A ciência é inimiga da "polícia do pensamento",

mas os cientistas não são. 

segunda-feira, 16 de março de 2015

Deixem Darwin falar (1)

    A seleção natural em ação

 “Na América do Norte, Hearne viu um urso negro nadando durante horas  com a boca aberta, com o propósito de apanhar os insetos na água,
 como fazem as baleias.

Mesmo em um caso nada comum como este último, se a presença dos insetos for  constante e o local não tiver competidores mais bem adaptados a essa forma de sobrevivência,

não vejo problema algum em aceitar que determinada 
raça de ursos se tenha tornado, em virtude da seleção natural, 

cada vez mais aquáticas em seus hábitos e estrutura, adquirindo assim bocas bem  maiores, até que por fim 

se produza uma criatura que, 
por sua deformidade, possa ser comparado ás baleias.”


A origem das espécies (C.Darwin  Cap. VI ) 

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Pálido ponto azul

Estamos sozinhos no universo.

A  bilhões e bilhões de anos luz daqui não há nem vestígio de vida.
Não há bactérias, protozoários, esponjas; só para citar as formas de vida mais “simples”.
Na verdade, não existe a palavra “simples” quando o 
assunto é vida.

A Terra é um oásis no meio de um deserto.
A vida aqui é abundante, exuberante, extasiante.

Se a vida é um evento puramente natural, não haveria motivo algum para que os planetas do nosso sistema solar não explodissem  em várias formas de vida, de acordo com a disposição de cada um.

Afinal de contas, os átomos que existem na terra , tem em todos os planetas em maior ou menor quantidade.
Mas não adianta, a vida só existe aqui.

Mas por que o criador colocaria vida só aqui,  dentre bilhões e bilhões de planetas neste imensurável universo?

Não faço a mínima ideia.

Mas por quê, se a vida surgiu naturalmente, dentre os mesmos bilhões e bilhões de planetas, no mesmo universo imensurável, isso também não aconteceu em todos eles?

Tenho uma ideia sobre isso.

O pálio ponto azul é extremamente produtivo.
Produza a terra, produzam as águas.
Toda forma de vida deste planeta vieram ou da terra  e da água.

Foi um evento natural, mas único e irreproduzível.
Os seres mais incríveis surgiram de diversas formas , tamanhos e cores, mas extremamente funcionais  e destes surgiram toda a diversidade hoje na terra, de descendentes comuns, mas não de ancestrais únicos

O princípio da criação é simples demais: um casal de qualquer forma de vida é suficiente para  crescer e multiplicar e encher a terra.

Uma ordem foi dada, leis foram criadas e elas são obedecidas  fielmente, tanto no reino da física, da química e da biologia.

O homem é o único ser que entende estas leis,  e busca manipulá-las , normalmente, em  proveito próprio.

O homem tem a natureza do criador, isso explica a evolução da tecnologia em todas as áreas da vida.

Mas há um problema: a imaginação do coração do homem é má desde a meninice.
E isso tem um preço, que é alto e justo: a lenta e progressiva destruição do nosso planeta.
O ponto azul pode até ser pálido, mas aos poucos deixará de ser azul.

  

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Charlie Hebdo e o limite da liberdade

O ataque de dois atiradores á redação do jornal francês
Charlie Hebdo deveria servir de alerta até onde se
deve ir com a zombaria.
O jornal dinamarquês Jyllands-Posten aprendeu, a duras penas, a lição :

"A verdade é que para nós seria totalmente irresponsável publicar novos ou velhos desenhos do profeta agora. Alguns não querem admitir isso. Eu sim, embora contrariado. O Jyllands-Posten tem uma responsabilidade consigo mesmo e com seus funcionários", disse. 

Salman Rushdie também sentiu na pele a ira de alguns muçulmanos; renegou os versos satânicos e anunciou (apavorado) sua conversão ao islamismo, mesmo assim vivendo durantes anos na clandestinidade.
No entanto, agora, voltou á carga e diz que apóia o jornal francês e diz que é preciso satirizar as religiões.

A sátira destituída de propósito perde todo seu sentido, torna-se um ataque gratuito.
O jornal francês brincou com fogo, em nome da "liberdade de expressão".

Transformar os  jornalistas em mártires não é algo sadio, e deve também ser alvo de ironia, 
assim como não são mártires os atiradores, que fugiram e até o momento não forram encontrados. 

O ataque foi contra os zombadores, mas também foi contra um país que criou leis para proibir certos costumes islâmicos, como o véu por exemplo. 

Vivemos num mundo, onde guerras são travadas porque alguém passou dos limites.

Em 2001 quando as torres gêmeas ruíram, gritos de alegria ecoaram por muitos lugares 
islâmicos, mas com certeza também em países  sem religião que odeiam os EUA, afinal eles também têm liberdade de expressão.