quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Charlie Hebdo e o limite da liberdade

O ataque de dois atiradores á redação do jornal francês
Charlie Hebdo deveria servir de alerta até onde se
deve ir com a zombaria.
O jornal dinamarquês Jyllands-Posten aprendeu, a duras penas, a lição :

"A verdade é que para nós seria totalmente irresponsável publicar novos ou velhos desenhos do profeta agora. Alguns não querem admitir isso. Eu sim, embora contrariado. O Jyllands-Posten tem uma responsabilidade consigo mesmo e com seus funcionários", disse. 

Salman Rushdie também sentiu na pele a ira de alguns muçulmanos; renegou os versos satânicos e anunciou (apavorado) sua conversão ao islamismo, mesmo assim vivendo durantes anos na clandestinidade.
No entanto, agora, voltou á carga e diz que apóia o jornal francês e diz que é preciso satirizar as religiões.

A sátira destituída de propósito perde todo seu sentido, torna-se um ataque gratuito.
O jornal francês brincou com fogo, em nome da "liberdade de expressão".

Transformar os  jornalistas em mártires não é algo sadio, e deve também ser alvo de ironia, 
assim como não são mártires os atiradores, que fugiram e até o momento não forram encontrados. 

O ataque foi contra os zombadores, mas também foi contra um país que criou leis para proibir certos costumes islâmicos, como o véu por exemplo. 

Vivemos num mundo, onde guerras são travadas porque alguém passou dos limites.

Em 2001 quando as torres gêmeas ruíram, gritos de alegria ecoaram por muitos lugares 
islâmicos, mas com certeza também em países  sem religião que odeiam os EUA, afinal eles também têm liberdade de expressão.









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