domingo, 14 de outubro de 2012

Poeira das estrelas

A Terra é o centro do (nosso) universo.
(Aliás, se não sabemos o tamanho do universo como podemos saber o centro?)
È sabido que muitos cientistas e leigos não concordam com esta afirmação.
Isso não importa.
É no planeta terra que nós nascemos, crescemos, vivemos, trabalhamos, estudamos, pesquisamos, criamos filhos, e (ufa!) morremos.
O que nos interessa mesmo é a Terra, o sol que nos aquece, e a lua, que algumas vezes ilumina nossas noites.
A origem da vida e do universo têm intrigado a ciência.
Teorias mirabolantes não faltam para explicar esses acontecimentos.
O problema é que quando a ciência entra pelo caminho do desconhecido e não consegue provar suas teses, ela descamba para o ocultismo.
Quando a ciência se torna algo em que você precisa crer, ela deixa de ser ciência.
O programa do Fantástico apresentou a série poeira das estrelas, com o físico Marcelo Gleiser (senhor do universo,segundo a capa da Isto É) como se tudo ali fosse ciência.
O que eles deliberadamente não dizem é que há outras alternativas para o surgimento do universo e da vida. Uma delas é a criação divina, cujo teor abala os pilares já trincados da teoria do big-bang e conseqüentemente da evolução.
Ninguém é obrigado a crer em Deus, (nem deve ser) , mas não pode ser forçado a "crer" em teorias que mais parecem fábulas, só porque levam o falso nome de ciência.
A falsa ciência também tem os seus altares, seus deuses, seus sacerdotes e seus seguidores.
Uma coisa é certa tanto na criação divina quanto na teoria do big-bang :
os dois eventos são um milagre.
Ainda assim, eu prefiro ser um adão decaído a um macaco refinado.
Um teólogo que negue o avanço da ciência é tão ruim quanto um cientista que negue a existência de Deus.Precisa haver equilíbrio.
Tanto o fanatismo religioso quanto o científico é prejudicial á vida do ser humano.



O pote de manteiga e o mensalão

A justiça humana é um trapo de imundícia.

A justiça é cega.
No congresso nacional a justiça brasileira é cega, surda, muda e aceita suborno.
Nosso congresso é como uma grande penitenciária, cheia de presos de alta periculosidade.

Nos presídios, depois de rebeliões e tumultos, os presos são agraciados com colchões e televisores novos,
e outras regalias mais.

No congresso é a mesma coisa.
José Janene foi acusado de receber R$ 4 milhões do valerioduto.
Não perdeu o mandato.
Não perdeu a liberdade. Só perdeu a vergonha na cara.
Além do mensalão que José Janene recebia, ele foi agraciado com uma polpuda aposentadoria de R$ 13 mil, concedida pelo não menos cara de pau, Aldo Rebelo.
O mesmo Aldo Rebelo que queria dobrar os salários e regalias dos congressistas.
Como esses homens não tem caráter, o mensalão compensa.

Angélica Aparecida Souza Teodoro, doméstica, perdeu a liberdade, perdeu também a dignidade.
A justiça ( cega, surda, muda e que aceita suborno) , foi implacável com ela.
Angélica havia furtado um pote de manteiga de R$ 3,10 , para fazer um purê ao filho faminto.

A situação de Angélica chocou o Brasil.
Assim como a situação de José Janene.

Lula não se pronunciou sobre os dois casos, ainda bem, ele só fala (e faz) besteiras.

O cadeião de pinheiros fez mal á saúde de Angélica.
As acusações de corrupção fizeram mal á saúde de José Janene, mas este sempre tinha um atestado médico para livra-lo das audiências.
Os dois casos ilustram bem o nível da justiça e dos juízes brasileiros.
A lição que se pode tirar dessas duas histórias é que roubar um pote de manteiga não compensa, mas receber o mensalão sim.
José Janene que o diga.