A revista Veja (edição 2491 de 17/08/2016) trouxe um artigo
em tom de choro, sobre a dura vida dos ateus brasileiros.
Um exército de dois milhões de pessoas, segundo Daniel
Sottomaior, presidente (ou dono?) da ATEA, que choraminga que a entidade não
conseguiu arrebanhar nem meio por cento deste montante.
Sottomaior reclama do preconceito sofrido pelos ateus no país
mais livre do mundo, o Brasil.
Seus argumentos surrados são conhecidos em debates: países com
mais ateus são mais desenvolvidos, países mais religiosos são mais pobres e
violentos.
Mas, o que o engenheiro bobalhão não diz, é que onde o
ateísmo fazia parte do estado, a carnificina era a regra, não a exceção.
Se o ateísmo influenciou países ricos, então deduzimos que
também influenciou países totalitários, onde a liberdade de expressão e
religiosa eram inexistentes.
O Brasil é um país laico, mas não é um país ateu.
A China é um país ateu, mas não é laico.
A ATEA sofre preconceito dos próprios ateus, que a rejeitam
e consideram Sottomaior o Edir Macedo dos ateus, que pede dinheiro para
financiar sua causa sagrada, vivendo ás custas da mesma.
Curiosamente, o espaço recebido pela Veja, não foi dado a
nenhum cristão, para os quais a página não está aberta.
Aliás, a maioria dos colaboradores de Veja ou são ateus, ou
agnósticos (André Petry, Diogo Mainardi, Tales Alvarenga, entre outros).
Se Deus é uma ficção ou não, Sottomaior tem a maior liberdade
de expor seus argumentos, o que ele não pode é fingir-se de perseguido depois de
atacar a as pessoas por causa de sua fé.
Pois assim, ele perde aquilo que afirma ter: a razão.
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