quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Deus é uma ficção?

A revista Veja (edição 2491 de 17/08/2016) trouxe um artigo em tom de choro, sobre a dura vida dos ateus brasileiros.

Um exército de dois milhões de pessoas, segundo Daniel Sottomaior, presidente (ou dono?) da ATEA, que choraminga que a entidade não conseguiu arrebanhar nem meio por cento deste montante.

Sottomaior reclama do preconceito sofrido pelos ateus no país mais livre do mundo, o Brasil.

Seus argumentos surrados são conhecidos em debates: países com mais ateus são mais desenvolvidos, países mais religiosos são mais pobres e violentos.

Mas, o que o engenheiro bobalhão não diz, é que onde o ateísmo fazia parte do estado, a carnificina era a regra, não a exceção.

Se o ateísmo influenciou países ricos, então deduzimos que também influenciou países totalitários, onde a liberdade de expressão e religiosa eram inexistentes.

O Brasil é um país laico, mas não é um país ateu.

A China é um país ateu, mas não é laico.

A ATEA sofre preconceito dos próprios ateus, que a rejeitam e consideram Sottomaior o Edir Macedo dos ateus, que pede dinheiro para financiar sua causa sagrada, vivendo ás custas da mesma.

Curiosamente, o espaço recebido pela Veja, não foi dado a nenhum cristão, para os quais a página não está aberta.

Aliás, a maioria dos colaboradores de Veja ou são ateus, ou agnósticos (André Petry, Diogo Mainardi, Tales Alvarenga, entre outros).

Se Deus é uma ficção ou não, Sottomaior tem a maior liberdade de expor seus argumentos, o que ele não pode é fingir-se de perseguido depois de atacar a as pessoas por causa de sua fé.


Pois assim, ele perde aquilo que afirma ter: a razão.

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