Quem leu o livro “Nos passos de Jesus” escrito pelo bispo
Edir Macedo,
deve estar se perguntando: de qual Jesus ele está falando? (2Co 11,4)
Quem não leu, vai conhecer agora.
O capítulo nove do livro é sobre dízimos e ofertas e
reflete o que pensa e
prega o bispo Macedo acerca do dinheiro.
Segundo ele, “A
igreja de Jesus jamais conseguiria divulgar a
salvação eterna entre os povos se não houvesse uma ferramenta imprescindível , chamada dinheiro”
(Pg 61)
Quando Jesus disse que não se pode servir a Deus e a
mamon, ele não estava brincando.
Mas parece que o bispo parece não se importar com isso e
chega a dizer que
“ O espírito santo nos
fez compreender que o dinheiro na sua obra é o sangue
da igreja.” (Pg61)
Talvez seja por isso que os crentes da universal sejam
tão anêmicos.
Você não os vê no dia a dia, não sabe quem eles são.
Algumas frases tem que ser escritas por inteiro, para se
perceber o ardil desse bispo :
“Se o povo cristão
do mundo inteiro, olhasse com mais amor
para os perdidos deste mundo, não regatearia dar ao máximo do seu dinheiro para a
obra de Deus,
e as máquinas de comunicação deste planeta não estariam nas
mãos dos incrédulos e,
sobretudo,
feiticeiros.” (Pg61)
É exatamente isso que você leu, segundo ele, as máquinas
de comunicação estão nas mãos dos incrédulos.
Exceto a rede record, é claro.
Ele não se satisfaz com dez por cento, ele quer o máximo.
Ele quer uma transfusão de sangue completa.
“Quando pagamos o
dízimo a Deus, Ele fica na obrigação ( porque
prometeu) de cumprir sua palavra,...”(Pg62)
Segundo o bispo, o pagamento ( não a devolução) do dízimo
nos livra de todos os espíritos devoradores, que segundo ele causam doenças, acidentes, vícios,
degradação social, eliminando assim, todo o sofrimento humano.
Nesse aspecto, o crente da IURD jamais morreria, e
viveria mais que matusalém ou eternamente, pagando o dízimo, é claro.
Ás vezes ele fala em “dar” o dízimo ”(Pg 64), em vez de pagar, nem ele sabe direito.
E também diz que “somos obrigados” (Pg66) pelas leis bíblicas, a dar
os dez por cento.
Mas se é uma obrigação, então não tem haver com fé. Muito
menos sobrenatural.
Como sempre enfatiza o bispo.
Ele cita homens como W. Colgate, Ford, e Caterpillar,
empresários de sucesso, que segundo ele, eram grandes dizimistas.(Pg65)
Talvez ele não saiba, que na revista forbes, os maiores
bilionários não são dizimistas,
sequer são servos de Deus.
Bill Gates não é dizimista, Roberto Marinho não era
dizimista, nem Silvio Santos é.
Ele também não deve ter lido quão difícil é par o rico
entrar no céu.
O que a avareza faz com o entendimento de um homem:
“Quando Deus criou
a terra e tudo o que nela há , Deus tirou um dia para o
descanso:
este dia foi o dízimo.
Quando entregou a
Adão e Eva o jardim do Éden, deu-lhes posse de tudo,
menos da árvore do
conhecimento. Aquela árvore representava o dízimo”
Do dízimo é exemplo o próprio Senhor Jesus, pois ele
também foi dado por Deus, ... (Pg66)
A interpretação dos textos bíblicos por parte do bispo
Macedo, não é só herética,
ela é de má fé.
Ele transformou o sábado, a árvore do conhecimento do bem
e do mal e até Jesus,
em dinheiro.
Nem é necessário dizer que o império do bispo cresceu
assustadoramente em poucos anos, e que sua ânsia de ganhar almas se encerrou no dia que comprou a
record do empresário Silvio Santos.
“O sangue está para o corpo
humano na mesma proporção que o dinheiro está para a obra de Deus...”(Pg68)
Quando Jesus disse que não se pode servir a dois
senhores, ele tinha razão.
O conselho que Jesus deu ao jovem rico, de vender tudo o
que tinha e repartir com os pobres, é um grande exemplo disso.