Há momentos na vida que não temos nada para dizer, quanto mais escrever.Não que não haja assunto, mas é que falta vontade, ânimo, coragem.
Ás vezes, as palavras são tão desnecessárias e tão insuficientes, que linhas em branco
falam mais alto.
A recente tragédia nos EUA, nos arredores de Oklahoma que o digam.
Não há palavras para descrever as cenas que se viram antes, durante e depois do tornado.
Depois do katrina, ninguém podia imaginar o que estaria por vir.
Não sei se é certo dizer que nos acostumamos com as tragédias, mas aprendemos a conviver com elas,
ainda que de longe, o que dá uma perspectiva totalmente diferente de quem passa por elas.
O vazio da alma, a pequinês humana vem á tona nestes momentos trágicos.
Dúvidas, incertezas, explodem na mente humana: será que era melhor morrer ou sobreviver diante
de uma tragédia tão intensa?
Não sei responder, acho que nem quem passa por ela sabe.Nem pode saber.
Onde Deus estava no momento da tragédia, porque não a impediu? Por quê, por quê, por quê?
As forças cegas da natureza não poupam ninguém, nem velhos nem crianças, nem homens nem mulheres,
nem religiosos nem céticos, nem sábios nem tolos.
Se a vida humana se resume a este curto espaço apertado de tempo, entre o parto e a morte, ninguém perdeu nada.
O vazio, permanecerá na alma de quem sobreviveu e perdeu tudo, até que tudo seja reconstruído,
mas nada será como antes.
Vidas se perderam, sonhos se desfizeram.
Quanto ao resto do mundo, a tragédia logo será esquecida, assim como a tsunami na índia, no japão,
e tantas outras tragédias, até que outras ocorram .
O vazio continua...
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