segunda-feira, 5 de março de 2012

Será que os ateus sabem o que é um país ateu?

Os ateus mais jovens, com certeza, não sabem, os mais velhos, certamente ignoram.
Nos anos 90, na então união soviética, houve um grande levante do povo.
Nas palavras de Plínio Correia de Oliveira: “um descontentamento global contra o regime comunista, contra o capitalismo de Estado, contra o ateísmo despótico e policialesco, contra tudo, enfim, que  resulta da ideologia marxista, e da respectiva aplicação  a todos os países em convulsão.” (1)

Os bolcheviques na Rússia destruíram igrejas ortodoxas, e os nazistas queimaram livros e puseram abaixo sinagogas.

Não ligar o ateísmo a certos atos tiranos, é o mesmo que não ligar a religião a certos massacres. O ateísmo não é inocente, nunca foi.

E a miserável Albânia, comandada pelo tirano Enver Hoxha?
Esse tirano comunista e ateu, governou com mão de ferro a Albânia durante 40 anos.Sua morte não livrou a Albãnia do desatre que ele lhe impôs.
Hoxha declarou morte ás religiões e transformou os locais de celebração em estádios esportivos. Não sem derramamento de sangue.

Em 1921, a Mongólia tornou-se o segundo Estado comunista depois da União Soviética e abandonou a fé budista, implodindo quase todos os mais de 700 monastérios do país.

Em cuba, o ateísmo se tornou doutrina oficial entre 1962 e 92, o que se traduzia pela discriminação dos católicos no mercado de trabalho.
O ditador, ainda vivo, Fidel Castro, a partir de 1992 permitiu que religiões começassem a tomar forma em sua ilha particular, debaixo de sua onipotência é claro.

A pior de todas , talvez por ser atual, é a poderosa china.
O partido comunista chinês tem como regra para quem se filia ser obrigatoriamente ateu.
O país defende e estimula o ateísmo nas escolas.
A liberdade de expressão inexiste, e os dissidentes, na melhor das hipóteses, são presos, e na pior, mortos.
Nem o prêmio nobel Liu Xiaobo escapou desta tirania.
A china é uma grande prisão, nas palavras do jornalista chinês Liao Yiwu preso por se dedicar ao seu trabalho: escrever .

A economia chinesa é seu grande trunfo, nem que pra isso tenha que tratar seus trabalhadores como escravos.
A igreja católica teve que engolir, a seco, a nomeação de bispo e padres, pelo onipotente partido comunista.
Até o google, símbolo de liberdade na internet, teve que se curvar ao PC.

Uma teocracia é ruim, claro, mas uma ateocracia é pior.
Nosso Brasil é um país de muitos credos, de ateus e crentes.
Tem coisas a se melhorar? Claro que sim.
Mas desejar que o Brasil seja um país ateu, é desconhecer o passado negro do ateísmo.

Os ateus de hoje que querem acabar com a religião são diferentes dos citados acima?
Sim e não.
Sim, porque têm a mesma vontade de destruir as religiões que tinham os tiranos.
Não, porque não têm o mesmo poder dos tiranos.

Ateu que nega ou não considera o que de mal foi feito por tiranos que agiram , por conta de seu ateísmo, (destruir igrejas) não podem, nem devem ser levados a sério.

Absolver o ateísmo dos tiranos seria o mesmo que dizer que a inquisição espanhola foi um evento puramente secular.
Todas as ideias tem suas consequências, com o ateísmo não seria diferente, queiram os ateus ou não.

domingo, 4 de março de 2012

A maldade da ciência



O mundo gasta em média 10 vezes mais  em armas de todos os tipos do que em ajuda humanitária.
A tecnologia usada hoje nas armas nucleares permite aos seres humanos dizimar populações inteiras, silenciosamente.

Não é preciso mais destruir cidades ou causar contaminação, como aconteceu nas cidades de hiroshimna e nagazaki, em agosto de 1945.

Depois desse lamentável episódio, outros coquetéis de destruição, além da bomba atômica, foram testados por cientistas.

A humanidade chegou a armas químicas e biológicas.
De forma bem resumida, qual é a diferença entre elas?

Armas biológicas são armas que transportam microorganismos vivos, bactérias e/ou vírus para que, na hora do impacto, disseminem doenças contagiosas e dizimem populações inteiras.

Podem causar uma pandemia (doença epidêmica amplamente difundida), porém a infraestrutura de uma cidade fica preservada.

Armas químicas são armas que transportam substâncias tóxicas irritantes que atacam a orofaringe (uma das divisões da faringe), pele e tecidos de animais e vegetais.
Muitos destes compostos, após reação, produzem ácidos muito fortes. Neste caso, a infraestrutura de uma cidade pode ser prejudicada e possivelmente haverá contaminação do solo e do lençol freático.

Armas nucleares são armas que transportam elementos radiativos que, por fissão nuclear (quebra do núcleo atômico), liberam grande quantidade de energia, destruindo a infraestrutura da cidade.
Os efeitos radiativos alteram o código genético do ser vivo.
A bomba atômica é uma arma nuclear.

Em termos de efeito devastador,  a pior  entre as três armas é a biológica.
No momento de sua explosão, os microorganismos não são afetados e sua multiplicação bacteriana e/ou viral se dá em progressão geométrica. Além disso, é difícil combater um agente invisível.

No projeto A119, os  EUA, cogitou  detonar  uma bomba atômica na lua, para demonstrar o seu poderio frente á extinta URSS, durante a guerra fria.
Na  equipe responsável por investigar os efeitos teóricos de uma explosão nuclear sob baixa gravidade, estava o jovem  cientista Carl Sagan.

Como se sabe, o poderio bélico de um país assegura-lhe o título de potência mundial, um mérito desejado (vergonhosamente) por muitas nações. Título, aliás, pertencente aos EUA.

Nossa criatividade para destruir é em muito superior a capacidade de reconstruir e de amar ,
e ainda não sabemos onde poderemos chegar.

                          E, por se multiplicar a iniquidade , o amor de muitos esfriará.
                    (Mateus 24,12)