sábado, 19 de julho de 2014

O que Edir Macedo pensa acerca do dinheiro

Quem leu o livro “Nos passos de Jesus” escrito pelo bispo Edir Macedo, 
deve estar se perguntando: de qual Jesus ele está falando? (2Co 11,4)

Quem não leu, vai conhecer agora.

O capítulo nove do livro é sobre dízimos e ofertas e reflete o que pensa e 
prega o bispo Macedo acerca do dinheiro.

Segundo ele, “A igreja de Jesus jamais conseguiria divulgar a salvação eterna entre os povos se não houvesse uma ferramenta imprescindível , chamada dinheiro” (Pg 61)

Quando Jesus disse que não se pode servir a Deus e a mamon, ele não estava brincando.
Mas parece que o bispo parece não se importar com isso e chega a dizer que 
“ O espírito santo nos fez compreender que o dinheiro na sua obra é o sangue da igreja.” (Pg61)

Talvez seja por isso que os crentes da universal sejam tão anêmicos.
Você não os vê no dia a dia,  não sabe quem eles são.

Algumas frases tem que ser escritas por inteiro, para se perceber o ardil desse bispo :

Se o povo cristão do mundo inteiro, olhasse  com mais amor para os perdidos deste mundo, não regatearia dar ao máximo do seu dinheiro para a obra de Deus,
e as máquinas de comunicação deste planeta não estariam nas mãos dos incrédulos e,
sobretudo, feiticeiros.” (Pg61)

É exatamente isso que você leu, segundo ele, as máquinas de comunicação estão nas mãos dos incrédulos.  Exceto a rede record, é claro.

Ele não se satisfaz com dez por cento, ele quer o máximo.
Ele quer uma transfusão de sangue completa.

“Quando pagamos o dízimo a Deus, Ele fica na obrigação ( porque prometeu) de cumprir sua palavra,...”(Pg62)

Segundo o bispo, o pagamento ( não a devolução) do dízimo nos livra de todos os espíritos devoradores, que segundo ele causam doenças, acidentes, vícios, degradação social, eliminando assim, todo o sofrimento humano.
Nesse aspecto, o crente da IURD jamais morreria, e viveria mais que matusalém ou eternamente, pagando o dízimo, é claro.

Ás vezes ele fala em “dar” o dízimo ”(Pg 64),  em vez de pagar, nem ele sabe direito.

E também diz que “somos obrigados” (Pg66) pelas leis bíblicas, a dar os dez por cento.
Mas se é uma obrigação, então não tem haver com fé. Muito menos sobrenatural.
Como sempre enfatiza o bispo.

Ele cita homens como W. Colgate, Ford, e Caterpillar, empresários de sucesso, que segundo ele, eram grandes dizimistas.(Pg65)

Talvez ele não saiba, que na revista forbes, os maiores bilionários não são dizimistas,
sequer são servos de Deus.

Bill Gates não é dizimista, Roberto Marinho não era dizimista, nem Silvio Santos é.
Ele também não deve ter lido quão difícil é par o rico entrar no céu.

O que a avareza faz com o entendimento de um homem:

“Quando Deus criou a terra e tudo o que nela há , Deus tirou um dia para o descanso:
este dia foi o dízimo.     

Quando entregou a Adão e Eva o jardim do Éden, deu-lhes posse de tudo,
menos da árvore do conhecimento. Aquela árvore representava o dízimo

Do dízimo é exemplo o próprio Senhor Jesus, pois ele também foi dado por Deus, ...  (Pg66)

A interpretação dos textos bíblicos por parte do bispo Macedo, não é só herética,
ela é de má fé.
Ele transformou o sábado, a árvore do conhecimento do bem e do mal e até Jesus,
em dinheiro.

Nem é necessário dizer que o império do bispo cresceu assustadoramente em poucos anos, e que sua  ânsia de ganhar almas se encerrou no dia que comprou a record do empresário Silvio Santos.

O sangue está para o corpo humano na mesma proporção que o dinheiro está para a obra de Deus...”(Pg68)

Quando Jesus disse que não se pode servir a dois senhores, ele tinha razão.
O conselho que Jesus deu ao jovem rico, de vender tudo o que tinha e repartir com os pobres, é um grande exemplo disso.

  • Quem achar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida, por amor de mim, achá-la-á. (Mt 10,39)

  • Segundo sua auto-biografia Macedo não tem nada a perder. 

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Como surgiu o olho humano?

É praticamente  impossível evitar que se compare o olho 
a um telescópio.

Sabemos que esse instrumento foi aperfeiçoado pelo esforço contínuo dos mais brilhantes intelectos humanos, a partir do que deduzimos naturalmente  que o olho se tenha formado por um processo mais ou menos semelhante.

Não seria muito presunçosa essa dedução?
Poderia nos ser lícito presumir que o Criador atue por meio de um processo intelectual semelhante ao do homem?

Se compararmos o olho a um instrumento óptico, 
é necessário imaginar uma camada espessa de tecido transparente, dotada de um nervo sensível á luz, e supor que cada parte dessa camada seja capaz de alterar continuamente sua densidade, de maneira a separar-se  
em camadas mais delgadas, cada qual com sua densidade, colocadas a diferentes distâncias umas das outras, 
e apresentando superfícies capazes de mudar lentamente de conformação.

Devemos supor também que exista uma força observando contínua  e atentamente cada alteração ligeira e casual das camadas transparentes , e selecionando cuidadosamente cada alteração que, dentro das mais variadas circunstâncias, seja capaz de produzir uma imagem distinta, qualquer que seja sua forma ou grau de nitidez.

Teremos de supor que cada estágio de desenvolvimento desse instrumento seja multiplicado por milhões de possuidores , e preservado até que se produza um instrumento mais aperfeiçoado, o que acarretará a destruição dos antigos, que se terão tornado obsoletos.

Nos seres vivos, a variação provocará pequenas alterações, que serão multiplicadas quase que infinitamente pela reprodução, atuando a seleção natural no sentido de escolher com incrível habilidade cada aperfeiçoamento que surja.


Se esse processo seguir por milhões e milhões de anos, em milhões de indivíduos de vários tipos a cada ano que passa, não seria natural acreditar que o instrumento óptico vivo, que se estiver formando dessa maneira, será superior aos de vidro, do mesmo modo que as obras do Criador são superiores ás realizadas pelo homem?  

Charles Darwin, em "A origem das espécies"


domingo, 6 de julho de 2014

Geneticista mirim

Genética é assunto de gente grande.
No entanto, o geneticista mirim acha que já descobriu tudo que a genética tem a revelar.
Principalmente quando se trata do homossexualismo. O tal "gene gay".
Depois da surra que levou do pastor Silas Malafaia em uma resposta que nem precisava
ser dada, o geneticista teve seu momento de fama.Passageiro, mas teve.
Ma o GM não desiste, ele quer aparecer.
Um dos seus amigos e antigo apoiador num blog secular( bule voador) já disse exatamente isso:
"É o que acaba de acontecer aqui. De um post do Daniel, Eli roubou o foco para tornar-se o centro das atenções. Ah, com direito a artigo no Bule, a "Nature" do ateísmo tupiniquim." (Marcelo Druyan)

Realmente isso é verdadeiro. 
Como o blog bule voador é restrito á internet, sem reconhecimento nenhum por parte da mídia escrita ou televisiva, aparecer em cima dos outros é a pretensão principal do geneticista mirim.
Num de seus posts ele chamou cinco pessoas que discordam dele de: 
criacionistas desonestos.
Mas quem é ele para julgar a honestidade de alguém?
Para um discípulo de Dawkins e Sam Harris, isso é normal.
Aparentemente o geneticista é um ativista de causa própria.
Mesmo que o gene gay não exista, isso não impedirá de haver o homossexualismo.
Mas o que é feio, é tentar manipular a ciência em causa própria.
O geneticista depois de aparecer muito, ainda incentivado por seus coleguinhas,
tem recusado o conselho de seu desafeto:  

Eli Vieira, esqueça o Bule, a LiHS e o mestrado. Você está no caminho errado. 
A sua vocação, meu caro, é ser Miss Brasil. Boa sorte! (MD)

O que a ciência não precisa é de um geneticista mirim, muito menos desonesto.